COM CIÊNCIA ELEITORAL

 

Música incidental para leitura: Ninguém faz idéia, Lenine.

 

As próximas eleições já estão mobilizando políticos assessorados e assessores, a fim de garantir o seu voto para os próximos quatro anos de mandato em Brasília. A votação se estabelece em deputados, senadores, governadores e presidentes. E nesses quatro últimos anos, tu sabes quais foram os senadores e deputados que fizeram valer o seu voto, que lhe é a autorização para que ele defenda seus interesses e direitos perante a sociedade? E por acaso, tu se lembras para que políticos seu prestigiado confirma fora na última eleição para deputado federal ou senador? Há uma distância que ultrapassa quatro anos de ligação entre a sua autorização de representação política até a próxima propaganda eleitoral gratuita – porque a televisão e o rádio que transmitem essa propaganda são propriedades da população, e a concessão pública para que uma empresa possa operar é validada pelos políticos que o eleitor escolhe – demonstrando quanto intensificador é da falta de comunicação político e sociedade.

O cidadão em um Estado democrático não sabe quem são seus senadores e deputados – a não ser que eles passem a estrelar a mais recente novela da corrupção política do país – e muito menos o que eles fizeram ou deixaram de fazer com o seu voto. Não há um relatório de prestação de serviços para a população durante o mandato, deveria haver um espaço nesses mesmos meios de comunicação para que chegasse à época de eleição e não precisássemos de um horário eleitoral, porque já saberíamos o que eles estão realizando. Se não realizassem, teríamos que exigir que o fizessem, pois esse é direito e dever de cidadania. Boa parte dos eleitos não se sente na função de prestar contas para o público. E não há um meio de educação para que se crie essa característica na população por interesse desses próprios políticos.

A conscientização para o voto nulo é apenas mais uma maquiagem de revolta disfarçada na indignação pela corrupção, mas na realidade, são poucas as pessoas conscientes de que a anulação é por falta de candidatos descentes, sendo assim, estaríamos falando que os candidatos preteridos não são bons para representar o interesse da sociedade, e novas eleições deveriam ser promovidas. A maior parte da população desconhece seus direitos por falta de uma educação de cidadania.

Com essa não relação de comunicação a ação de representação política se esvai, anulando toda e qualquer ação eleitoral, se desfazendo a existência de uma gestão pública. Daí o anarquismo tão mal falado – muito por falta de conhecimento sobre - seria até um ato muito conveniente e consciente de controle de um país, e claro, mais barato.

A necessidade da fiscalização por parte da sociedade e a demonstração de ações e prestação de contas por parte dos eleitos é eminente e democrática. A distância entre o eleitor e o eleito deve ser amenizada, começando com uma reestruturação do horário político. Fazer dele um programa didático ganhará mais autenticidade por parte dos políticos e participação por parte dos eleitores, que apreenderam o funcionamento de um país e, por conseqüência, saberão em quem votar. Inclusive a escolha de ministros deve ser levada a público, com especialistas candidatos e não ligado a interesses partidários. O controle sobre a necessidade e a delegação deve ser palpável a todos.

Confronto de Similaridade Antagônica

 

Música incidental para leitura: Big Time, Neil Young.

 

Em cima da mesa os livros se acumulam e acumulam poeira. A luz entra sorrateiramente pela janela aberta. O barulho da cidade lá fora era sanado pelo som do rádio no fundo da sala. O cachorro dorme profundamente ao lado do aquário sem peixes. Nos porta-retratos a infância congelada em momentos de ternura.

A fumaça do cachimbo embaça uma afabilidade nostálgica dos cabelos que já não balançam com o vento, enquanto o bigode espreita a boca com o velho cachimbo que embaçou uma afabilidade nostálgica dos cabelos que já não balançavam com o vento. A ternura da infância foi congelada nos porta-retratos pendurados acima do aquário vazio, ao lado do cachorro que dormia profundamente sem se incomodar pelo som do rádio no fundo da sala, que abafava o barulho da cidade do outro lado da janela aberta, que deixava entrar sorrateiramente a luz, deixando também a poeira que se acumulava em cima dos livros, que se acumulavam em cima da mesa.

FREQUÊNCIA MODULAR

Música incidental para leitura: Let There Be Rock, AC/DC.

Seu maior orgulho é a minha frustração. ‘Quero ser Cão, tô cansado de ser caça’, é assim do nada e sair para um safári na África. Porque antes a selva virgem do que uma puta selvageria urbanizada. Como disse um amigo uma vez: ‘é a puta sifilítica da tua mãe’. Que natureza é a do homem de sucumbir ao cimento? Porque de concreto já se gastou até o asfalto da minha inocência. Consciência plena! Talvez não. Talvez um pouco mais de vodca e um pouco menos de laranja (mecância). Alta Fidelidade. Só depois é que me criam as indagações, sugestões maltrapilhas em pilhas de recados mal teclados transbordando na minha memória hi-tech. Só o dono que seria Low-Profile, e a esta altura, só mais uma dose. Por favor, garçom, aqui neste laptop sem lar. Há cyber-cafés em Madagascar?! Só mesmo o trânsito na rua pra me descongestionar em longas avenidas cheias de letreiros néon, anúncios em sinaleiros fechados, balas, malabaristas, onde estão os meus centavos?!! ‘Corra que o sinal verde vem aí, mais um pouco de sua atenção superficial para meu jantar. Tem mais um pouco de onde esse veio, véio?’ Só mais um reflexo a se diluir no meio das vias de cimento e fato. Distração evasiva, vias evasivas, congestionamento só mesmo agora em banda curta e celular, mais antenas é que vão substituir as árvores que ali ficavam sem imposto pagar. Essa sua mania de se conectar se acumulou em teu pensar... Olha só a natureza - acredita, passou na TV - foi lá no INSS pra se aposentar, enquanto num computador cheio de prés-enterrados, teu nome foi mais um em ordem alfabética a se cadastrar...  

FAZ DE CONTA QUE EU TIREI A VÍRGULA DE PROPÓSITO

Música incidental para leitura: Queen of the Highway, The Doors.

3 coisas:

Cronista do momento é aquele que pega o bonde andando e só encontra lugar na janelinha.

Faz de conta que o governo é do PSDB, e que Lula só será eleito nas próximas eleições. Um sorriso Franco (ditatorial).

Aos seios anseio o deleite da desmama.

Uma coisa só (que são tantas):

Calor Humano: entre vírgula e finalizado com uma interrogação. No máximo um cobertor enxuga-poça para esquentar tua hipocrisia. A avó desalmada esqueceste que irá os antecessores e ficará os descendentes com a velha burra cheia do dinheiro. Vendem-se imóveis momentos de ternura plástica.

No pé o mais novo salto alto. Nos dedos a mais velha frieira. Talvez o destino dela seja kafkiano.

Lula e a liberdade de imprensa

Música incidental para leitura: Free As A Bird, do John, mas overdubada pelos Beatles remanescentes antes do George encontrar o senhor...

 

“Estou condenado a ser livre. Isso quer dizer que nenhum limite para minha liberdade pode ser estabelecido exceto a própria liberdade”, através da ideologia do filósofo francês Jean-Paul Sartre, pode-se realizar um paralelo e avaliar a eterna discussão sobre a liberdade de imprensa ao longo dos anos no país. O presidente Lula na cerimônia de assinatura da Declaração de Chapultepec, em 3 de maio de 2006, lavrou um discurso reiterando o valor da liberdade de imprensa desde a época da ditadura até os momentos recentes. Momentos que demonstram uma ambigüidade sobre a liberdade de imprensa, devido aos veículos rechear a população com todas as denúncias e falcatruas políticas, ao mesmo tempo, reclamando sobre o projeto da Acinav que regulariza, e não censura – como é colocado por grande parte da grande mídia – os direitos sobre toda a comunicação áudio-visual produzida no país.

No discurso, o presidente se colocou em uma posição contrária a que ele sempre foi sujeito. Vangloriou a liberdade de imprensa no país, se esquecendo que foi ele próprio a ser atacado pela mídia que não o queria no poder. Realizando uma imparcial apresentação dos fatos, os principais veículos foram beneficiando os principais adversários de Lula, denegrindo sua imagem através de vários pré-conceitos e preconceitos amplamente difundidos para que o povo – que foi ensinado pela própria mídia a ter uma visão conservadora – acreditasse em pessoas honestamente jovens, vide Collor, ou o príncipe sociólogo, vide FHC. Que seriam a melhor alternativa para o desenvolvimento de uma recém democracia nascida no país.

Lula observou que chegou só chegou à presidência após 20 anos e três derrotas nas urnas. Analisou que se havia um problema para que isso houvesse acontecido, seria o fato que uma parcela da sociedade não votou nele, votou no outro. Mas isso não é óbvio?! Para tanto, ele resolveu detectar onde ele havia errado e decidiu tentar consertar o problema. Talvez por isso, ele esteja hoje discursando sobre o quanto a imprensa brasileira utilizou seu poder de liberdade, falou o que queria e não o que devia. Que é relatar os fatos, ser imparcial, sem manipulações, sem distorções. Talvez Lula esteja fazendo-se de bom moço agradecido, por estar em campanha para reeleição, e tenta assim, desfrutar o apoio da mídia para o seu próprio bem, ou sua hipocrisia ficou diplomada em oratória tucana, ficando mais urubu que seus adversários. Oras.

Só pelo fato do presidente estar discursando e assinando uma declaração sobre a liberdade de imprensa, mostra que essa tal liberdade de imprensa não fora tão livre assim, estando condenada ao excesso de poder que os meios de comunicação exercem sobre o que pensa, e o que deixa de pensar, parte do povo brasileiro.

A imprensa é meio, e não fim. Sua liberdade é essencial para que ajude um país democrático a conservar isso, mas no nosso caso essa liberdade de imprensa para alguns veículos é tida como libertinagem para propagar os anseios de poucos que detém o poder no país. É chegada a hora, uma vez por todas, de se tomar o direito de ser livre para realizar o dever de informar corretamente o cidadão, pois não há nenhum limite a ser estabelecido para a liberdade de imprensa a não ser a própria liberdade.

As veias abertas da Bolívia

 

Música Incidental para Leitura: Arc, do Neil Young.

O petróleo é nosso!!!...

...Mas o gás é deles!!!

UM DIA DESSES...

 

Música incidental para leitura: Heroin, do VU.

 

Que dia mais Velvet Underground hoje...

 

Pois é, de tanto pensar positivo as pessoas acabam estourando o limite do cartão de crédito, o limite do cheque especial e também o limite da conta corrente.

 

De tanto pensamento negativista, há pessoas que tem a conta bancária da vida em saldo negativo, sem ainda terem passado dessa para melhor... Bom, se é melhor eu não sei, também não quero saber, nessa eu prefiro ficar zerado. Nem positivo, nem negativo me atraem ao jogo da sedução daquela que fala com anjos...

 

E por que não?

 

O PSDB tem tanta inveja do PT no quesito confusão que, até dias atrás, não sabia se era um fantoche-tarado ou um outrora novo incompetente para se candidatar à presidência.

 

Vendo, com desconto, um pouquinho de honestidade, para talvez conseguir permanecer mais tempo num mesmo emprego.

 

Outro dia encontrei dois paralelos na rua se cruzando... Mas já era tarde.

 

Dando moral para o meu dia de anti-sorte, fiquei preso no elevador. Entrei em desespero, porque me esqueci de levar um livro para ler.

 

Não. Hendrix não gravou Maggot Brain.

 

Conselho: quando pedir uma dose dupla para um garçom em algum bar, lembre-se de pedir para não dobrarem a dose de gelo.

 

Amanhã talvez um pouco Lou Reed...
LET IT...

 

Música incidental para leitura: Sempre não é todo dia, do Oswaldo Montenegro.

Os Beatles eram,

Os Stones sangraram,

Arnaldo dormiu

e eu, let it bad...

MÓBILE

 

Múscia incidental para leitura: Lunático, do Cachorro Grande.

Talvez seria a palavra mais estranha e mais costumeira para o que senti no momento. Talvez seja uma dor imensa de não ter chegado lá no primeiro instante, talvez seja o saco cheio de ver as coisas acontecerem e não ter o controle total, ou pelo menos a ilusão de que se tem o controle total da situação, da sua vida, do seu corpo, do seu pensamento. Ando perdido em meus pensamentos, e muito perdido fiquei logo que me perdi nos meus pensamentos. Talvez seja mais um período conturbado, a tempestade antes da bonança.

Talvez o período é mesmo sempre assim e eu até sei que é assim, mas minha burrice/intolerância não me permite ficar parado vendo o mundo rodar e eu não estar rodando junto. Talvez eu esteja até rodando demais, ficando zonzo, e vomitando contra o vento minhas palavras de afeto-rebento, palavras de aflito-contento, palavras de exterminio-verdade-seja-dita. Talvez seja mais um momento de refletir, do que de apontar e disparar.

<Odeio estrangeirismos, mas é melhor saber o que eles estão querendo dizer e fazer com a gente, a levar chicotada nas costas achando que é o calor. Puta que pariu, que calor!!!>

Talvez sim. Talvez Não.

Talvez seja sempre alguém que foi embora, mas que nós não percebemos.

 

EGOCINÉTICA

 

Música incidental para leitura: Mother of Stone, Chris Robinson.

O mundo não para de girar, a vida é uma bola achatada, e muitas vezes chata. Ingrata.

Não preciso esperar o mundo parar, não vou me contorcer em ônibus apertadado, sardinhas coqueiro estão mais soltas do que o amigo que fica ali ao lado, grudado, pisando no sapato apertado.

Quanto mais eu trabalho, mais percebo que ainda não fiz nada.

Quanto mais eu trabalho, mais percebo que se ficar parado o tempo não passa rápido.

Quanto mais eu trabalho, mais eu vejo o defeito dos outros, mais eu sou auto-crítico, mais sou criticado.

Como meu velho pré-pós-vérbio-do-meio: Foda-se!!! Não sou eu que 'tô atolado.

Amigos aparecem na hora que querem e não na hora marcada.

Textos vento e vão.

O último do Crowe é animal.

Artistas solos só são solos quando saem das bandas ou as bandas só tornam-se bandas quando artistas solos se destacam das bandas.

Banda Larga?? Não!! Banda Lerda!!

Não é a quantidade do que você escreve, é o que você escreve.

Periodicidade (detesto essa palavra): de que adianta o jornal diário se todos eles estão pela metade?!

A ruína da civilização greco-romana foi acreditar que seria ocidentalizada. 

 

Refluxo e Phloema

O  CAPITALISMO É UMA ESTRELA QUE BRILHA, MAS NÃO ILUMINA.

FUNK... E AGORA VEJAM, A SEGUNDA PARTE

Segunda parte da matéria sobre a nova fase do Funk Como Le Gusta, que não apareceu inteira por falta de espaço da merda deste site. 

 

O conteúdo do DVD é comentado pelo trompetista. “Teve o cenário concebido pelo Zé Carratu. Ele é um grande cenarista, já fez muitos cenários para espetáculos. A parte estética é uma concepção de cinema. Eu levei um vídeo do James Brown tocando, aquela coisa da década de setenta, como referência para quem iria fazer as gravações. Ele num quadrado de 1x1, e o cara não parava de dançar. O Kito Siqueira trouxe um vídeo do Lester Young, de 1940, que também serviu de referência. Ficou muito bacana”. O trompetista fala também do material extra que virá no futuro lançamento. “De bônus tem mais de 100 horas de vídeo para serem escolhidas. Imagine com é difícil para escolher o que vai entrar nas duas horas do DVD. Os diretores acompanharam por mais de dois meses os shows antes das gravações. Hotel, parada de estrada, onde estávamos eles estavam também gravando”. Ele comenta que as particularidades do DVD, vêm para marcar a banda através do registro visual do show. “O que é certo são vinhetas que, como não temos convidados e estamos querendo apresentar a banda, cada um de nós está sendo gravado onde quiser, fazendo o que quiser”, e segue dando exemplos. “O James Müller, ia muito na rua 24 de maio (em São Paulo), ver o movimento break, onde começou o hip-hop, isso em 1983. Então ele foi gravado lá, vendo os caras dançarem na rua. Outro exemplo, é o baixista Serginho Bártolo que gosta muito de vinhos, que mostrou a adega dele, a coleção de revistas e livros. Então isso faz parte dos extras. Cada um vai mostrar o que mais faz fora do palco, para mostrar para o público.

Cotarelli explica que há mais material que eles querem divulgar. “O dvd tem o sentido visual de apresentar, para o grande público, quem faz a Funk Como Le Gusta. A gente tem muita coisa gravada em vídeo com uma qualidade boa, de shows antigos que queremos disponibilizar também para o público. Ficamos perguntando o que colocaríamos no DVD, daí chegamos à conclusão que depois de mais de cem shows o que teria que colocar era a gente fazendo o show”.

ps.: No final da entrevista, numa conversa informal entre Marcelo, Tiquinho e Eu, surgiu um novo possível nome para o dvd do funk, o título?! Funk...e agora vejam!!! 

FUNK... E AGORA VEJAM!!!

Banda paulista aproveita shows da turnê para lançar DVD

 

Música incidental para leitura: Somos do Funk, dos próprios.

 

A banda Funk Como Le Gusta está desde novembro em turnê, promovendo com seus shows, seu segundo álbum, FCLG, batizado com as iniciais da banda. E com mais de 150 shows dessa turnê, a banda decidiu registrar em vídeo a atual performance, que será lançado em DVD na primeira semana de dezembro.

Desde 1998, a banda vem trabalhando acompanhada de vários artistas, mas segundo o trompetista, Marcelo Cotarelli, chegou à hora de mostrar para as pessoas quem faz parte da banda. “A gente começou essa história em 1998, trazendo (para os shows) cada semana um convidado, tirávamos várias de suas músicas. Fizemos isso durante muito tempo, até que a banda ficou conhecida por ser uma banda que sempre tem um convidado. A gente quer mostrar a nossa cara, não tem divas nem reis, é apenas o Funk Como Le Gusta”.

A banda atualmente é formada por Cotarelli e Reginaldo Gomes nos trompetes, flugelhorns; Tiquinho no trombone; Hugo Hori na flauta, sax tenor e voz; Kito Siqueira no sax barítono e alto; James Müller na percussão; Kuki Stolarski na bateria; Sérgio Bártolo no baixo; Juliano Beccari nos teclados e voz; Emerson Villani nas guitarras e voz. Bid, Paula Lima e Simone Soul, antigos membros, já não estão mais efetivos na banda. Cotarelli comenta os motivos sobre a saída dos parceiros. “A Paula saiu para seguir carreira, está muito bem no Brasil todo. O Bid também saiu para compor, arranjar e produzir o álbum dele, e tentar esse trabalho com o nome dele a frente”, e comenta que embora tenham saído da banda, não signifique que as relações com os antigos membros estão cortadas, como no caso de Simone Soul, antiga percussionista. “Ela começou a trabalhar com muita gente e quase não estava disponível para o Funk Como Le Gusta, como um amor que vai esfriando. Mas sempre que quando o James não pode, tem algum compromisso de não ter condição de estar com a gente, ela vem e acaba sempre participando quando pode. Simone participou de umas das faixas do mais novo disco, FCLG. Tem uma faixa que é basicamente só percussão, não tem teclado, guitarra, contrabaixo é só percussões e metais. Ela participou dessa faixa, ou seja, é da família ainda”.

Cotarelli que também é administrador financeiro da banda fala sobre a prioridade quanto aos compromissos da banda. “Todos nós temos trabalhos direcionados à música. Alguns são donos de produtoras musicais, alguns tocam com outros artistas, mas hoje o Funk Como Le Gusta virou a nossa banda, tem a nossa cara. Então a prioridade que a gente tenta manter é de ter que estar no show, não é só subir qualquer músico no palco. Hoje as pessoas reconhecem quem é da banda”. Ele salienta que a experiência fora da banda ajudou muito para os músicos chegarem ao momento de priorizarem a união do grupo. “Hoje o Funk Como Le Gusta é nossa prioridade, principalmente, porque todo mundo aqui já trabalhou com um monte de gente, viajou por vários países, mas sempre como apoio. Agora estamos vendo o outro lado, sem pretensão de ser estrela, mas estamos vendo que as pessoas vão aos shows para ver a gente como banda”.

Cotarelli salienta que se há algum compromisso extra banda, ele é resolvido de maneira eficaz. “Nós gostamos muito disso e fazemos com que o Funk Como Le Gusta seja prioridade para todos nós, só quando não tem jeito mesmo, de um trabalho inadiável, sempre temos um substituto a altura, que nunca chega de pára-quedas. Vai passar som, saberá o que fazer, vai ficar por dentro da história. Não basta ser apenas um cara que toque bem, tem que estar na família Funk Como Le Gusta”.

Com a idéia de se apresentar para o grande público, mesmo estando na ativa há 7 anos, a banda decidiu que deveria perder a alcunha de banda de apoio. “Há uns três anos atrás, decidimos que esporadicamente teríamos algum convidado. Só quando algum contratante pede é que a trazemos algum convidado. Aqui mesmo no Sesc de Bauru, eles pediram a participação da Fernanda Abreu, mas agora nós não estamos mais com essa intenção. Somos dez no palco fazendo o nosso som”, diz Cotarelli.

O trompetista afirma que a decisão de não ter mais convidados nos shows foi um passo acertado para a nova fase da banda. “Independente de quem está lá na frente tocando, porque todo mundo da black music no Brasil que está viva já tocou com a gente: Jorge Ben, Sandra de Sá, Daúde, D2, Maria Alcina, Fernanda Abreu. Agora é a nossa vez. Nos shows não tem tido convidado, mas as pessoas continuam chamando, as casas continuam cheias, e os shows tem sido maravilhosos”.

Para celebrar essa nova fase, a banda decidiu colocar brevemente no mercado um DVD que registrará, segundo o baixista Sérgio Bártollo, a melhor fase vivida na carreira da banda. “Eu percebo que essa é a melhor fase da banda até agora, estamos cada vez mais em sintonia, nos divertindo e tocando cada vez melhor”.

Segundo Cotarelli, o DVD será lançado no final do ano. “O DVD foi gravado nos dias 2 e 3 de setembro de 2005, no Sesc Pompéia, São Paulo. A previsão é de que saia na primeira semana de dezembro, pela ST2”. Mesmo com data marcada para o lançamento, a banda ainda não chegou a um consenso para o nome do futuro lançamento. “A gente está em votação. Somos em dez pessoas e alguns sugeriram alguns nomes. Estamos trocando e-mails e votando, tudo está correndo para um lado que é o nome de uma de nossas músicas, que é Somos do Funk. Por enquanto esse é o mais votado, e o numeral romano X, que significa que somos 10 pessoas hoje na banda”, diz Cotarelli.

segunda parte no próximo post devido ao limite de caracteres desta merda de site.

Rock and Roll?!?!

Música Incidental para leitura: Helter Skelter, Beatles.

Uma hora e meia insana. Efeito colateral infinito. Eu estava lá no interior do estado de São Paulo, Bras(z)il. Bem longe dos terninhos bem cortados da década de sessenta, ou dos cabelos compridos dos setenta. Eu estava lá, e comigo estavam meus amigos - não todos - e os que não estavam, estarão num futuro próximo porque sei que isso não acaba aqui. O tempo foi curto, mas valeu cada gota de suor, cada tempo gasto pra conseguir o instante decisivo e na rouquidão de um velho garotão que sentiu na pele o que os anos em discos, fitas, vídeos, cds, laser discs, dvds, mp3s, shows, bebidas, bares, pensamentos, conversas, discusões, certezas e incertezas, guitarras, acordes, distorções e wah-wahs, baterias, baixos, berros, mulheres, amores, sexo, drogas... rock and roll, formaram - e ainda formam - uma pedra que rola e nunca cria limo e, depois de alguns anos de confissões, amores e decepções, críticas, dúvidas de um niilismo musical de fazer inveja a Nietzsche - eu nunca lembro se está correto o nome dele mas... - me colocaram diante de alguns caras que um pouco mais velhos, ou seja, nasceram também na época errada como eu - amigos vivem me dizendo isso - e resolveram fazer aquilo que dá tesão, o puro e jovem-velho rock and roll. Cru, sem frescuras, sem amarguras, simplesmente divertido, capaz de transformar o mundo - imagine o mundo sem o rock por um momento, nem John Lennon existiria para escrever Imagine - em alto e bom som, transportando para um lugar à parte, todo o mundo cotidiano que nos cerca transformando uma hora e meia em um mundoinverso. Algo que não tem explicação porque é pura e simples emoção e, em um país e época distante. Isso não é estória para criança, embora no rock nós temos os anos, mas o espírito permanece uma criança buscando, curiosa, anciosa e relaxada porque tem toda a vida pela frente. Sim, nós aqui no Braz(s)il temos Rock and Roll, de melhor qualidade, insano e puro como antigamente. Tudo isso é o Rock and Roll, e a ferramenta utilizada para passar essa emoção, atende pelo nome de Cachorro Grande.
Isso tudo é só Rock and Roll, e eu gosto!!!

NEY MATOGROSSO, UM ARTISTA SEM MAQUIAGEM

Música Incidental para leitura: O Mundo, do Karnak. 

Mais de trinta anos de uma carreira de prêmios, críticas, sucessos e uma legião de fãs que, sem problemas com a diferença de idade, presenciaram no palco do Sesc Bauru, o show Vagabundo, do álbum homônimo. Mostrando versatilidade, ousadia, irreverência e maturidade, Ney Matogrosso concedeu entrevista coletiva um dia antes de sua apresentação. O artista falou sobre a parceria com a banda de Pedro Luis e seus próximos projetos, além de analisar sua carreira desde que apareceu para o público com sua primeira banda, o fenômeno de ousadia e vendas na ditadura, Secos e Molhados.

 

Para ler a entrevista na íntegra, mande email para the.id@bol.com.br




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